Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão avançado

Produto é indicado para pacientes com a doença localmente avançada ou metastática
Por Redação

Foto: reprodução Foto Ilustrativa
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento de câncer de pulmão. Emrelis (telisotuzumabe vedotina) é indicado para pacientes adultos com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) com as seguintes características: não escamoso, localmente avançado ou metastático, com receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) tipo selvagem, com alta superexpressão da proteína c-Met e que receberam uma terapia sistêmica previamente. 

O medicamento foi desenvolvido para reconhecer e se ligar seletivamente à proteína c-Met presente na superfície das células tumorais, promovendo a internalização do complexo e a liberação intracelular da monometilauristatina E (MMAE), resultando em morte celular direcionada. 

O câncer de pulmão é uma das principais causas de mortalidade por câncer no mundo. O CPCNP representa aproximadamente 85% dos casos, sendo que cerca de 70% correspondem ao subtipo não escamoso. Pacientes com doença localmente avançada ou metastática (quando as células do tumor se propagam para outras partes do corpo) apresentam prognóstico desfavorável. Após à quimioterapia e imunoterapia, há uma limitada disponibilidade de terapias. 

A aprovação do EMRELIS® foi fundamentada principalmente nos resultados do estudo pivotal de fase 2 LUMINOSITY (M14-239), conduzido em pacientes previamente tratados com CPCNP. O telisotuzumabe vedotina demonstrou taxa de resposta objetiva (ORR) de 29,2% na população total avaliada. Entre os pacientes com alta superexpressão de c-Met, foi observada ORR de 34,5%, associada a respostas duradouras e benefício clínico relevante em um cenário terapêutico com opções limitadas. 

Câncer de mama

A Agência também aprovou o registro do medicamento Poherdy (pertuzumabe), indicado para câncer de mama metastático e para câncer de mama inicial.

No caso da doença metastática, o uso é indicao em combinação com trastuzumabe e docetaxel, para pacientes com câncer de mama HER2-positivo metastático ou localmente recorrente não ressecável (não operável), que não tenham recebido tratamento prévio com medicamentos anti-HER2 ou quimioterapia.

Já para pacientes com câncer de mama inicial, a indicação é uso combinado com trastuzumabe e quimioterapia, para:

• Tratamento neoadjuvante (antes da cirurgia) de pacientes com câncer de mama HER2-positivo localmente avançado, inflamatório ou em estágio inicial com elevado risco de recorrência (tanto para > 2 cm de diâmetro quanto para linfonodo positivo) como parte de um esquema terapêutico completo para o câncer de mama inicial.

• Tratamento adjuvante (após a cirurgia) de pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágio inicial com elevado risco de recorrência.

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