Desemprego cresce no Piauí no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE
Estado registrou taxa de 8,9% e ficou entre as cinco maiores do paísA taxa de desocupação no Piauí voltou a crescer no primeiro trimestre de 2026 e atingiu 8,9% da força de trabalho do estado, segundo dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do IBGE.
O índice apresentou aumento de 0,9 ponto percentual em relação ao último trimestre de 2025. Apesar da alta, o resultado representa a menor taxa de desemprego para um primeiro trimestre desde 2015 no estado.
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Com esse desempenho, o Piauí passou a ocupar a quinta maior taxa de desocupação entre os estados brasileiros. Os maiores índices foram registrados no Amapá (10,0%), Bahia (9,2%) e Alagoas (9,2%). Já os menores ficaram com Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%) e Espírito Santo (3,2%).
De acordo com o levantamento, o aumento da desocupação no início do ano é considerado um movimento sazonal da economia, devido ao encerramento de contratos temporários realizados durante as festas de fim de ano.
Mesmo com a alta no trimestre, o Piauí apresentou melhora em comparação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre de 2025, a taxa era de 10,2%, o que representa uma redução de 1,3 ponto percentual em 2026.
Nível de ocupação segue entre os menores do Brasil
O levantamento também mostrou que o Piauí possui o sétimo menor nível de ocupação do país. Apenas 48,7% das pessoas em idade de trabalhar estavam ocupadas ou procurando emprego no primeiro trimestre de 2026.
Isso significa que, de cada 100 piauienses com mais de 14 anos, cerca de 49 participam do mercado de trabalho, enquanto 51 estão fora da força de trabalho.
A média nacional do nível de ocupação foi de 58,2%, quase dez pontos percentuais acima da registrada no Piauí.
Autônomos sem CNPJ lideram ocupações no estado
Entre os trabalhadores ocupados no Piauí, a maior parcela é formada por pessoas que trabalham por conta própria sem CNPJ. Segundo a PNADC, cerca de 305 mil piauienses estão nessa condição, representando 22,8% dos trabalhadores do estado.
O segundo maior grupo é o de empregados do setor privado com carteira assinada, que corresponde a 21,7% dos ocupados, aproximadamente 291 mil pessoas.
O estudo também apontou redução no número de trabalhadores domésticos sem carteira assinada. O total caiu de 92 mil no primeiro trimestre de 2025 para 69 mil no mesmo período de 2026.
Os dados fazem parte do levantamento trimestral realizado pelo IBGE sobre o mercado de trabalho brasileiro.