Buscas por irmãos desaparecidos no MA completam duas semanas
Operação mobiliza mais de mil pessoas e concentra esforços no rio MearimAs buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, completaram duas semanas no interior do Maranhão, mobilizando uma das maiores operações já registradas na região. Mais de mil pessoas integram a força-tarefa, que reúne bombeiros de diferentes estados, militares e voluntários da própria comunidade.
As crianças desapareceram junto com o primo Anderson Kauã, de 8 anos, localizado com vida no dia 7 de janeiro. Desde então, os trabalhos passaram a se concentrar exclusivamente nos dois irmãos mais novos, cuja localização segue desconhecida.
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De acordo com relatos da família, os três foram vistos juntos pela última vez no início da tarde do dia 4 de janeiro. O tio afirmou que pediu para que voltassem para casa, o que não aconteceu. Horas depois, ao chamá-los, a avó não obteve resposta.
Inicialmente, os familiares imaginaram que as crianças estivessem em casas vizinhas, algo comum em uma comunidade pequena, com cerca de 250 moradores. A preocupação aumentou quando perceberam que não se tratava de uma ausência habitual.
Moradores iniciaram as buscas ainda no mesmo dia, entrando na mata próxima à vila. Com o passar das horas, equipes do Corpo de Bombeiros do Pará e do Ceará, além do Exército e da Marinha, reforçaram a operação, que passou a contar também com cães farejadores.
Três dias após o desaparecimento, Kauã foi encontrado por trabalhadores rurais, sem roupas, próximo a uma estrada, encostado em uma palmeira. Por medida de proteção, imagens do menino não foram divulgadas. Em depoimento, ele relatou que o trio entrou na mata tentando chegar a um pé de maracujá, mas acabou se perdendo.
Segundo o garoto, em determinado momento, os primos ficaram para trás, exaustos. O trajeto descrito por Kauã foi confirmado pelos cães farejadores. As roupas do menino foram localizadas dias depois, e a investigação descarta, até o momento, indícios de violência sexual.
Nesta semana, os trabalhos de busca se intensificaram no rio Mearim, a aproximadamente 50 metros do ponto onde o menino foi resgatado. Mergulhadores atuam no local, enquanto a Marinha utiliza sonar para varredura das águas turvas.
A polícia informou que nenhuma linha de investigação foi descartada, incluindo acidente, afogamento ou a possibilidade de crime.