Bombeiros do Piauí reforçam buscas com cão especializado em restos mortais

Thor, da raça braco alemão, passa a integrar o Núcleo de Operações com Cães da Feisp
Por Redação

Foto: Louany Naira Bombeiros do Piauí reforçam buscas com cão especializado em restos mortais
Bombeiros do Piauí reforçam buscas com cão especializado em restos mortais

O Corpo de Bombeiros Militar do Piauí ganhou um importante reforço para ações de busca e localização de restos mortais em áreas de mata fechada, vegetação densa e locais com escombros. O cão Thor, da raça braco alemão de pelo curto, é o novo integrante do Núcleo de Operações com Cães (NOC) da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp).

Vindo do Rio de Janeiro, Thor foi doado por Fábio Zomer, especialista do Batalhão de Ações com Cães da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O animal passa a reforçar as atividades de detecção realizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Piauí. Com a chegada dele, o estado passa a contar com três cães capacitados para esse tipo específico de operação.

De acordo com o cabo Bandeira, bombeiro militar e integrante do NOC, a escolha dos cães vai além da raça. “Buscamos não só uma genética adequada, mas principalmente o indivíduo. Procuramos cães com instinto de caça, boa posse, concentração, confiabilidade e segurança. Essas qualidades fazem toda a diferença para enfrentar as adversidades da atividade”, destacou.

Thor chegou ao Piauí há cerca de duas semanas e ainda passa pela fase de ambientação. Neste período, ele atua de forma supervisionada, acompanhando os demais cães do núcleo. A expectativa é que, em cerca de quatro meses, esteja plenamente apto para integrar as operações.

“A relevância desse trabalho é enorme, especialmente diante do aumento de casos de ocultação de cadáveres e de pessoas desaparecidas no estado. Sem a técnica adequada, localizar alguém em áreas de mata se torna praticamente inviável”, explicou o cabo Bandeira.

O soldado Simplício, do CBMEPI, detalhou que o treinamento utiliza compostos químicos que reproduzem o odor liberado pelo corpo humano durante o processo de decomposição. “O corpo libera compostos orgânicos voláteis, conhecidos como COVs, e é com base neles que o treinamento é realizado”, explicou.

Segundo os bombeiros, apesar dos riscos da atividade, eles são minimizados por meio de protocolos técnicos rigorosos. “Os riscos existem, mas são controlados com técnicas adequadas, evitando situações como a contaminação cruzada”, completou.

A incorporação de Thor representa um avanço significativo para a busca especializada no Piauí. Há três anos, o estado contava com apenas um cão policial. Atualmente, o efetivo soma 12 cães, sendo nove em Teresina e três distribuídos pelo interior, ampliando a capacidade de resposta das forças de segurança.

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