Relatório indica aumento no número de deslocados por guerras e crises no mundo
Segundo o relatório o número dobrou em uma décadaA Organização das Nações Unidas, ONU divulgou nesta sexta-feira (18), um relatório indicando um aumento recorde no número de pessoas deslocadas por conflitos e crises no mundo. Segundo o relatório o número dobrou em 10 anos e alcançou o número recorde de 82,4 milhões, com Síria e Venezuela com os maiores números.
Referente as situações de deslocamento internacional, a Síria ocupa o primeiro lugar a nível mundial, com 6,7 milhões de cidadãos deslocados, seguida a ela está a Venezuela, com 3,9 milhões, de acordo com o relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).
Confira tabela e classificação dos campeonatos de futebol.
No relatório o ano de 2020 foi apontando como nono ano consecutivo de aumento no número de deslocamentos forçados no mundo.
Assim como em anos anteriores, a Venezuela é o país cujos habitantes representaram o segundo maior grupo de população deslocada em nível internacional, com quase 171.800 refugiados registrados e mais de 3,9 milhões de deslocados que não têm status de refugiados.
De acordo com o Ancur, atualmente, 1% da humanidade está deslocada, e há o dobro de "pessoas desarraigadas" na comparação com a década passada, quando o número total era próximo de 40 milhões.
Retorno para casa
Em 2020, quase 3,2 milhões de deslocados internos e apenas 251.000 refugiados conseguiram retornar para suas casas, respectivamente 40% e 21% a menos que em 2019.
A realocação de refugiados também registrou uma queda drástica. Apenas 34.400 refugiados foram reinstalados no ano passado, o menor nível em 20 anos, devido ao número limitado de vagas e à pandemia, segundo o Acnur.
O alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi declarou que as soluções exigem que os líderes mundiais e aquelas pessoas com capacidade de influência deixem suas divergências de lado, acabem com as abordagens políticas egoístas e, em troca, se concentrem em prevenir e resolver os conflitos e garantir o respeito pelos direitos humanos.