Morre o último soldado sobrevivente que liberou Auschwitz
Dushman foi apenas um dos 69 homens em sua unidade de 12.000 pessoas que sobreviveram à guerraDavid Dushman, que foi o último libertador sobrevivente de prisioneiros de Auschwitz-Birkenau como soldado do Exército Vermelho Soviético na Segunda Guerra Mundial, morreu no sábado, aos 98 anos, disse a comunidade judaica de Munique e da Alta Baviera. Auschwitz-Birkenau, localizado na Polônia ocupada pelos nazistas, era o maior campo de concentração administrado pelo regime de Hitler, e mais de 1,1 milhão de homens, mulheres e crianças foram sistematicamente assassinados lá.
Dushman foi apenas um dos 69 homens em sua unidade de 12.000 pessoas que sobreviveram à guerra, mas não saiu ileso. Um de seus pulmões foi removido depois que ele ficou gravemente ferido, de acordo com a Reuters. Após sua carreira militar, Dushman tornou-se esgrimista internacional e treinador de esgrima.
O campo de concentração de Auschwitz, foi o projeto mais horrendo e ardiloso feito pelos nazistas, para destruição em massa do povo judeu e qualquer um que se demostrasse opositor aos ideais do Nazismo.
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Auschwitz foi uma rede de campos de concentração localizados no sul da Polônia operados pela SS – SchutzStaffel, a conhecida Tropa de Proteção nazista, nas áreas polonesas anexadas pela Alemanha Nazista. Eles tinham orgulho de nomeá-lo como sendo o maior símbolo do Holocausto realizado pelo nazismo durante a Segunda Guerra mundial.
A partir de 1940, o regime de Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área. A razão direta para sua construção foi o fato de que as prisões em massa de judeus, especialmente poloneses, por toda a Europa que ia sendo conquistada pelas tropas nazistas, excediam em grande número a capacidade das prisões convencionais até então existentes.
No Julgamento de Nuremberg, o primeiro comandante do campo de concentração de Auschwitz, o Tenente-Coronel da SS Rudolf Höess, que era incumbido da execução técnica dos assassinatos em massa, testemunhou que mais de três milhões de pessoas haviam morrido ali: 2.500.000 em câmaras de gás e 500.000 de fome e doenças. Hoje em dia os números mais aceitos são em torno de 1,3 milhão, sendo 90% deles, judeus. Outros deportados, enviados para Auschwitz e executados foram 150 mil poloneses, 23 mil ciganos vindo da Romênia, 15 mil prisioneiros de guerra soviéticos, cerca de 400 Testemunhas de Jeová e dezenas de milhares de pessoas de diversas nacionalidades.
Aqueles que não eram executados nas câmaras de gás morriam de fome, doenças infecciosas, trabalhos forçados, execuções individuais ou experiências médicas. Esse número, no entanto, não abrange cerca de 900 mil judeus – especialmente idosos, doentes, mulheres e crianças pequenas, que eram transportados em vagões de carga, para um triste destino, que seria uma morte na maioria das vezes lenta e dolorosa.
Quando o Exército soviético finalmente chegou ao campo de Auschwitz em 27 de janeiro de 1945, os soldados foram confrontados com um cenário terrível e surreal, cerca de 7 mil prisioneiros esqueléticos e doentes terminais haviam sobrevivido, 500 deles eram crianças. Poucos conseguiam ficar de pé, muitos estavam deitados no chão, apáticos, em pleno inverno, quase nenhum dos prisioneiros usava calçados ou roupas quentes. A maioria tinha apenas roupas finas de algodão, uniforme sujos, e rasgados, de prisioneiro do campo de concentração.
Hoje poucos sobreviventes ainda estão vivos, mas, nem por isso devemos deixar cair no esquecimento este triste fato, ocorrido na história humana. Os nazistas não somente tentaram apagar uma raça, mas, principalmente negligenciaram o direito de cada judeu a professar sua fé enquanto presos, igualmente aconteceu no relato descrito na Bíblia, no livro de Êxodos, onde o povo hebreu é escravizado e proibido de servir a seu Deus.
O governo polonês em 1947, criou um museu no local onde funcionava o campo de concentração de Auschwitz I e II, que desde então, já recebeu a visita de mais de 30 milhões de pessoas de todo mundo, que passaram sob o portão de ferro que tem no alto a infame frase: “Arbeit Macht Frei” que traduzida para o português significa “O Trabalho Liberta”. Em 2002, a UNESCO declarou oficialmente as ruínas de Auschwitz-Birkenau como Patrimônio da Humanidade.