Após Reunião em Genebra, presidentes Putin e Biden ' fazem as pazes'

O encontro entre os dois presidentes ocorreu nesta quarta-feira(16) e teve um tom amigável
Por Redação

Foto: reprodução Kevin Lamarque/ Reuters Presidente Putin e presidente Joe Biden
Presidente Putin e presidente Joe Biden
Foto: reprodução Kevin Lamarque/ ReutersPresidente Putin e presidente Joe Biden
Presidente Putin e presidente Joe Biden

Representantes de duas grandes potências a dos Estados Unidos e da Rússia, Joe Biden e Vladimir Putin respectivamente, se reuniram nesta quarta-feira (16) em Genebra na Suíça. Na reunião foram discutidas várias questões como direitos humanos, estabilidade nuclear, Ucrânia e segurança cibernética. O encontro era esperado porém não com muita expectativa pelos auxiliares de ambos os governos que fizeram comentários um tanto negativos com relação ao que esperavam da reunião.

"Não estou certo de que quaisquer acordos serão atingidos", disse o conselheiro de política externa de Putin, Yuri Ushakov. A opnião de um funcionário sênior do governo norte-americano foi parecida "Não estamos esperando que um grande conjunto de resultados saia desta reunião", disse.

Vale lembrar que em Maio deste ano um dos principais operadores de oleodutos dos EUA  foi afetado por um ciberataque  e o governo Joe Biden acusou a Rússia desse ataque e isso ocasionou sanções financeiras contra Moscou, assim como a expulsão de diplomatas. Após o encontro tanto o presidente russo como o presidente norte-americano concordaram em reenviar os embaixadores de ambos os países.

 Os dois presidentes deram entrevistas coletivas separadamente e o russo foi o primeiro a falar. Na coletiva de imprensa, o presidente russo disse estar satisfeito com as explicações dadas pelo presidente americano sobre o comentário feito pelo mesmo em abril quando se referiu a Putin como 'assassino' e 'sem alma'. Ele também disse não haver hostilidade entre os países e que as conversas foram "construtivas".

O presidente dos EUA falou pouco depois à imprensa em outra área de Genebra e afirmou que não é de interesse dos dois países que uma "nova guerra fria" seja travada mas disse que os EUA irão reagir a ameaças, como por exemplo, ciberataques.

A reunião ocorre bem no momento em que os dois países enfrentam um dos piores momentos de sua relação bilateral. As relações entre Moscou e Washington vêm se deteriorando há anos, notavelmente com a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, a intervenção de 2015 na Síria, e as acusações dos EUA - que Moscou nega - de interferir na eleição de 2016 que levou Donald Trump à Casa Branca.