Investigado por suspeita de estupro em Delegacia Geral tentou culpar a vítima, diz polícia
Joelmir Fagner Barros Ferraz está preso desde o ocorrido, na última quinta-feira (19).A polícia civil do Piauí informou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23), que prestador de serviço terceirizado Joelmir Fagner Barros Ferraz, 34 anos, preso preventivamente por suspeita de estupro contra uma servidora dentro da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí (PCPI) tentou culpar a vítima durante depoimento além de apresentar duas versões sobre o caso.
Inicialmente, ele alegou que a vítima teria passado mal e caído. No entanto, testemunhas relataram ter ouvido barulhos vindos da sala momentos antes, o que levantou suspeitas. Em seguida ele admitiu ter mantido relações com a vítima afirmando terem sido consensuais. A versão, no entanto, é contestada pela polícia, já que a vítima foi internada em estado grave.
Confira tabela e classificação dos campeonatos de futebol.
A polícia informou ainda que o servidor será demitido.
O crime
Uma servidora da Delegacia Geral de polícia civil, em Teresina, de 64 anos, foi encontrada desacordada dentro da sala onde trabalha, com sangramento nas partes íntimas e sinais compatíveis com violência sexual na tarde do dia 19 de março, por volta das 13h40. A vítima foi encontrada por uma colega de trabalho que teria visto o suspeito saindo da sala momentos antes. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, e a mulher foi levada ao hospital, onde relatou o abuso após recobrar a consciência.
A mulher permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva-UTI do Hospital de Urgências de Teresina-HUT desde o dia do ocorrido, devido à gravidade dos traumas físicos e psicológicos que sofreu.
O caso segue sendo investigado pela polícia civil.