Homem é condenado a 24 anos de reclusão por feminicídio da ex-companheira em Esperantina
O feminicídio ocorreu no dia 30 de maio de 2024O Ministério Público do Piauí (MPPI) atuou, na última sexta-feira, (13) em sessão do Tribunal do Júri que resultou na condenação de Francisco das Chagas Rodrigues da Silva a 24 anos de reclusão pelo feminicídio da ex-companheira, Antônia Cunha de Carvalho. O promotor de Justiça Antenor Filgueiras atuou na sessão de julgamento que ocorreu no Fórum da Comarca de Esperantina.
O feminicídio ocorreu no dia 30 de maio de 2024. Conforme a investigação policial, Antônia Cunha de Carvalho foi enforcada e também atingida por um golpe de instrumento perfurocortante na região pulmonar. As lesões provocadas levaram à morte.
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Após os debates entre acusação e defesa, o Conselho de Sentença reconheceu que o réu praticou homicídio qualificado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e em contexto de violência doméstica e familiar.
O juiz Rostonio Oliveira fixou a pena em 24 anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade das circunstâncias do crime, a premeditação e os impactos gerados aos familiares da vítima. O juiz determinou a execução imediata da pena, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
O crime
Antônia Cunha de Carvalho foi encontrada morta na madrugada de sábado (1º) às margens de um córrego entre as cidades de Esperantina e Batalha, a 180 km de Teresina. Segundo a Polícia Militar, o ex-marido da vítima se entregou à polícia, confessou o crime e mostrou onde tinha jogado o corpo da ex-companheira.
Ainda conforme a polícia, Antônia desapareceu na quarta-feira (29). Ela havia se separado do ex-marido há um mês, mas ele não aceitava o divórcio. Juntos, o casal teve duas filhas, as crianças estavam morando com os avós.
Na manhã de sábado (1º), após o corpo ser encontrado com a confissão do ex-marido, ele foi preso temporariamente.