Donos do “Desapego Legal” são soltos em São José dos Campos

Eles são investigados por causar um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil em clientes do Piauí
Por Redação

Foto: reprodução Francine da Costa Prado e Filipe Prado dos Santos
Francine da Costa Prado e Filipe Prado dos Santos

Presos em São José dos Campos no dia 29 de janeiro, os proprietários do brechó de luxo Desapego Legal, Francine da Costa Prado e Filipe Prado dos Santos, foram soltos na manhã desta terça-feira (3). Eles são investigados por causar um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil a pelo menos três vítimas no Piauí, estado onde as apurações tiveram início, segundo informou o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). O casal também é acusado de não pagarem fornecedores e a dívida estimada chega a quase R$ 20 milhões.

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Os investigados foram soltos após obter na Justiça um habeas corpus que determina a liberação da prisão. De acordo com a decisão judicial assinada pelo desembargador Sebastião Ribeiro Martins, do Tribunal de Justiça do Piauí, a prisão temporária deixou de ser necessária, uma vez que as medidas consideradas essenciais à investigação já foram cumpridas.

Entre elas, as buscas e apreensões de celulares, computadores e documentos, além do bloqueio de valores. Segundo o magistrado, “não se evidencia, neste momento processual, a imprescindibilidade da continuidade da prisão temporária para o avanço das investigações”.

Fundado em 2018, o brechó de luxo Desapego Legal declarou receitas milionárias por anos antes de clientes de todo o Brasil começarem a relatar a interrupção dos pagamentos pelas vendas de peças. As denúncias levaram à abertura de investigação policial, ao pedido de recuperação judicial com dívida estimada em R$ 20 milhões e, em janeiro de 2026, à prisão dos donos da empresa.

Em 2022, a empresa declarou receita bruta de R$ 48,8 milhões. No ano seguinte, o faturamento informado foi de R$ 50,8 milhões, o maior da história do brechó. Os produtos de luxo, como bolsas e joias vendidas, eram vendidos por valores superiores a R$ 20 mil.

Em 2025, o caso ganhou repercussão nacional, com prejuízo estimado de R$ 5 milhões.

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