Petrobras suspende perfuração no poço Morpho após vazamento na Foz do Amazonas
Atividades foram interrompidas por até 15 dias após detecção de perda de fluido a 2.700 metrosA Petrobras suspendeu temporariamente as atividades de perfuração no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros do litoral do Amapá, após a identificação de um vazamento de fluido de perfuração. A paralisação deve durar entre 10 e 15 dias.
O problema foi detectado durante uma operação de rotina, quando técnicos observaram a redução do nível do fluido nos tanques da plataforma. Após uma inspeção inicial, um robô submarino identificou o ponto do vazamento a quase 2.700 metros de profundidade.
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Segundo a Petrobras, a perda ocorreu em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço. A estatal informou que o fluido utilizado é biodegradável e que não houve danos à sonda nem à estrutura do poço.
As linhas com falha foram trazidas à superfície para avaliação técnica e reparo. Durante esse período, a perfuração permanecerá interrompida. A empresa reforça que toda a operação segue em condições seguras, sem riscos ao meio ambiente ou às populações costeiras.
O poço Morpho é o primeiro a ser perfurado na região após uma longa disputa entre a Petrobras e o Ibama para liberação da exploração na margem equatorial. A autorização foi concedida após o cumprimento de exigências adicionais do órgão ambiental, incluindo a apresentação de um plano robusto de contingência e a realização de simulações de emergência.
Neste momento, a Petrobras realiza apenas estudos exploratórios na área. Uma eventual produção comercial de petróleo dependerá de uma nova licença ambiental.