Profissionais são agredidos e ameaçados de morte por acompanhante de paciente em hospital da capital

Fundação Municipal de Saúde informou que está adotando providências para apurar o caso.
Por Redação

Foto: reprodução Hospital Dr. Ozéas Sampaio (Hospital do Matadouro), onde o caso ocorreu
Hospital Dr. Ozéas Sampaio (Hospital do Matadouro), onde o caso ocorreu

Um médico e uma enfermeira do Hospital Dr. Ozéas Sampaio (Hospital do Matadouro) denunciam ter sido verbalmente agredidos e ameaçados de morte por uma acompanhante de paciente na tarde de segunda-feira (26). Segundo relatos dos profissionais à Polícia Militar, o caso ocorreu durante o atendimento ao pai da agressora, que estava internado na unidade após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O conflito teria se iniciado quando a equipe tentou conversar com a acompanhante sobre o estado de saúde do pai dela. O paciente apresentou piora clínica e laboratorial, com comprometimento da função renal e necessidade de atendimento dialítico de urgência. O caso foi informado à mulher e perguntado a ela se autorizaria uma possível intubação, caso o procedimento fosse necessário. 

Ainda de acordo com o relato da equipe, a mulher teria ficado muito agressiva, bateu uma porta, arrebentando a porta da sala de estabilização e agredido verbalmente a enfermeira, ameaçando-a de morte e batendo também no balcão. A mulher ainda teria desferido um tapa no rosto da enfermeira.

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) lamentou o episódio, manifestou solidariedade aos profissionais envolvidos e repudiou agressões, ameaças e intimidações contra servidores da saúde. 

A Polícia Militar chegou a ser acionada, mas a acompanhante já havia deixado o local quando os policiais chegaram.

Nota da FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) lamenta o episódio de violência relatado por profissionais que estavam de plantão no Hospital do Matadouro, em Teresina. A instituição manifesta solidariedade ao médico e à enfermeira envolvidos e repudia toda forma de agressão, ameaça ou intimidação contra os servidores públicos que atuam na assistência à saúde da população.

De acordo com o relato dos profissionais, o médico e uma enfermeira foram agredidos e ameaçados de morte por uma acompanhante de paciente internado na unidade. O paciente havia sido admitido após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e apresentou complicações durante a internação, incluindo a necessidade de atendimento dialítico, enquanto a equipe trabalhava para viabilizar sua transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No momento, o paciente permanece recebendo assistência da equipe de saúde na sala de estabilização, ambiente destinado ao atendimento de pacientes em estado grave, onde, conforme norma institucional, não é permitida a permanência de acompanhantes. A acompanhante não concordava com essa orientação, situação que, segundo o relato, esteve relacionada também ao episódio de conflito.

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